Angelina Jolie é bissexual assumida. Depois de ter se relacionado com uma modelo, hoje namora um dos ícones da beleza masculina, Brad Pitt

Beijei uma mulher pela primeira vez em uma viagem de faculdade, conforme contei no primeiro post. Tudo foi muito tranquilo após o beijo, continuamos amigas. Não fosse pelo fato de que quando rolava uma festinha, nós nos beijávamos.

Eu tinha namorado. Ela também. As duas não consideravam aquilo uma traição – muito menos eles. Era apenas uma experiência “inocente”, que em nada poderia afetar o namoro. E era verdade, realmente não afetava – ou pelo menos naquele momento, com aquela pessoa.

Um dia, estávamos na casa dela e o clima esquentou.  Aconteceu. E isso se repetiu por mais algumas vezes. Talvez umas dez ou mais, não sei dizer ao certo hoje. No momento eu me sentia muito bem, mas depois ficava mal. Mesmo meu namorando sabendo, eu achava que não era certo. Foi quando decidimos que isso não iria mais acontecer.

Passou um tempo, talvez um ano, e comecei a sentir vontade de beijar mulheres novamente. Como não podia fazer nada, porque não achava certo com meu namorado, decidi viver minha fantasia em uma sala de bate-papo. As salas para bissexuais não eram tão interessantes, porque na maioria das vezes eram os homens que te abordavam. Então, entrei no chat para lésbicas.

Até conseguir encontrar alguém interessante para conversar foi difícil. Algumas já vêm falar de sexo, outras não conseguem conversar sobre assuntos “relevantes” por mais de cinco minutos. Foi quando encontrei uma menina que me parecia ser interessante. Ela me mandou uma foto. Era loira, olhos castanhos, muito bonita. E feminina. O que é extremamente importante para mim (que também sou feminina). Mandei a minha. Ela também gostou. Começamos a nos comunicar diariamente. E ela, certo dia, confessou que podia se apaixonar por mim e que não queria viver aquilo porque sabia que eu tinha namorado.

Ela achava que eu só queria uma aventura e depois voltaria correndo para ele. Me contou, em uma troca de e-mails, que namorou uma menina bissexual por três meses, quando um dia, a garota revelou: “Ainda tenho um namorado e gostaria de fazer algo a três, o que você acha?”.

Para ela foi traumático. Ela disse que expulsou a garota de casa e não atendeu mais suas ligações. A menina (um pouco abusada, digamos) foi além nessas investidas: um dia foi até a casa dela com o namorado. Obviamente, ela não os atendeu.

Tudo isso fazia com que ela não confiasse em mim. E eu também não confiava nela, porque ela dizia que estava em outro país e a foto que me passou era de um site. Nunca me mandou outra foto para que eu comprovasse que era realmente ela. Até que um dia ela sumiu e nunca mais entrou em contato. Não me deu, ao menos, uma chance de vê-la pessoalmente.

Foi então que, algumas semanas depois, terminei o meu namoro. E decidi investir nas salas de bate-papo. Porque, afinal, para uma recém-bissexual, é muito difícil ir a uma balada GLS sozinha.