The L World, uma da séries lésbicas mais famosas da TV e uma inspiração para muitas mulheres que não conseguem se assumir

Se você está querendo assumir a sua bissexualidade, um “bom” começo pode ser o bate-papo para lésbicas, conforme citei no último post. Depois de conversar com algumas meninas, percebi que seria difícil encontrar alguém interessante, mas não desisti. Foi quando comecei a conversar com uma garota dois anos mais nova que eu. O papo rendeu. E quando percebemos uma “sintonia” (a foto de cada uma também contou pontos), ela confessou: eu já namoro uma mulher.

“Mas o que você está fazendo aqui?”, perguntei. Ela disse que não imaginava encontrar alguém tão legal e pensou em entrar só para jogar conversa fora.  Só que eu estava namorando também (com um homem) e o bate-papo era uma forma de viver a fantasia de flertar com uma mulher sem “realmente” realizá-la. Aliás, muitas fazem isso. O índice de mulheres casadas (com homens) que entram em bate-papos para lésbicas é altíssimo – fiz essa avaliação depois de acessar os chats por alguns meses quase todos os dias.

Ficamos nesse impasse. Continuaríamos ou não a conversar? Decidimos pelo sim, desde que não fizéssemos nada que fosse contra a nossa “ideologia” de fidelidade (descontando o fato de que eu já tinha beijado uma amiga enquanto namorava e ele sabia).

Passamos a conversar diariamente e o papo parecia não acabar. Falávamos sobre trabalho, namoro, crenças, religião, passatempos, enfim. Foi o (nunca obsoleto) “parece que já nos conhecemos há muito tempo”.

Decidimos, então, nos encontrar. Só para nos conhecer, desde que nada acontecesse. O primeiro encontro foi um misto de comédia com timidez e nervosismo. Tentava encontrar as palavras e às vezes era difícil. Descobri o quanto uma mulher me fazia ficar nervosa, diferentemente dos homens – que já eram um campo conhecido, em que eu aparentemente me sentia segura e controlada. Nos despedimos sem trocar nenhum beijo. E quando eu voltava para casa, começamos a trocar torpedos, o que nos levou a crer que uma havia gostado da outra.

No dia seguinte nos encontramos novamente e nos beijamos…foi intenso e diferente. A boca parece mais macia, o beijo parece encaixar perfeitamente… e sentir a pele de uma mulher é algo único. Essa experiência me fez perceber que eu precisava terminar o meu namoro. Foi o que fiz três dias depois.

Contei para ele o ocorrido e descobri que ele havia feito o mesmo (com uma mulher), o que fez a situação ficar menos (ou mais?) traumática. Mas ela não fez o mesmo e continuamos a conversar na mesma intensidade. Eu me sentia mal e ela também. Afinal, nunca achei correto trair (e até hoje não acho).

Ela dizia chorar depois de algumas de nossas conversas e isso me deixava triste. Por que eu continuava com aquela situação? Eu sabia a resposta: era confortável. Eu não precisaria me prender a ela, pois ela já tinha um compromisso, e isso me daria chances de descobrir se tudo não passava apenas de uma aventura.

Nos encontramos pela segunda vez. E continuou bom.  E as conversas continuaram, até que um dia ela terminou o namoro. Ficou mal e evitou falar comigo por alguns dias. Foi pior. Tanto que a aconselhei a voltar com a menina, afinal ela parecia gostar mesmo dela. Foi o que ela fez alguns dias depois. E quando voltou e parecia feliz, me confessou que sempre fantasiava algumas cenas comigo. Foi quando eu decidi que aquilo precisava acabar e começamos a nos tratar apenas como amigas. Abri espaço para conhecer outras garotas e cavei meu segundo encontro, cuja história fica para o próximo post.

Abraços!

blogsoubi@gmail.com

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