A atriz e modelo Liv Tyler disse em um programa televiso que adora lésbicas

Depois de terminar um namoro heterossexual, decidi ir a baladas GLS. No começo foi difícil conseguir beijar outras meninas. Eu não sabia o que falar, não sabia o que fazer e desviava o olhar. Aquela situação era muito diferente de tudo o que eu já tinha vivido, apesar da vontade que sempre viveu em mim.

Além de toda essa novidade, existe um outro “empecilho” para as mulheres bissexuais que querem experimentar mulheres: os homens. Muitos heterossexuais frequentam baladas GLS e, muitas vezes, você acaba cedendo ao encanto deles. Nas primeiras vezes, só conseguia beijar os homens. Tentava durante quase toda a noite tomar coragem para flertar com uma mulher, mas não conseguia. Então, quando um homem interessante me abordava, eu o beijava.

E voltava para casa desapontada. A minha vontade de me relacionar com mulheres continuava e eu não conseguia saciar esse desejo. Não posso dizer que foi um processo lento. Quando decidir que iria beijar mulheres, demorou pouco menos de um mês para isso acontecer em baladas. Isso sem contar que eu já havia beijado uma amiga e uma menina de bate-papo (ambas experiências interessantes).

A primeira menina que beijei em uma balada, eu já conhecia de vista. E já queria beijá-la desde que a vi. O grande problema é que ela sempre estava acompanhada (por diferentes garotas). O que já me fazia entender que se houvesse qualquer troca de beijos, não iríamos além disso. E naquele momento era o que eu mais queria: viver a experiência e não ir além. Eu não queria me envolver emocionalmente com mulheres, na verdade, achava que isso nem era possível (depois percebi que estava enganada). A garota era conhecida de uma amiga minha. Nos cumprimentamos e ela segurou a minha mão e me olhou fixamente. Não consegui retirar a minha mão, mesmo porque eu nem ao menos tentei. Achei excitante aquela situação. Foi quando a minha amiga disse: por que vocês não se beijam, então? Ela me olhou e não pensou duas vezes. Nos beijamos e ficamos por alguns minutos fazendo isso.

Trocamos algumas palavras. Ela me disse a profissão, o nome e contou sobre a ex-namorada. Ao fazer o terceiro comentário, percebi que ela ainda gostava da menina. Aliás, esse era um dos motivos que a fazia não se atrelar a ninguém. Devia ter sofrido alguma grande decepção, mas não falou muito sobre o assunto. Nos despedimos e voltei a conversar com minhas amigas. Nesse meio tempo, uma garota que havia acabado de ficar com uma conhecida da roda veio falar comigo e me pediu o telefone. Como estávamos rindo e conversando, não achei que aquilo seria um flerte e dei. Ela chegou a me mandar mensagens me convidando para sair, mas achei que ela muito nova e mais uma daquelas meninas que só estavam afim de curtir.

A maioria das meninas de balada, ao que me parece, estão lá para tentar esquecer alguma desilusão amorosa ou não conseguem sustentar um bom papo durante muito tempo. Sem contar que muitas delas são “cartas marcadas”. Como são quase “sempre as mesmas”, existe uma mistura de saliva não muito atrativa: geralmente quase todas já “se experimentaram”. Por isso, a dica de muitas delas é conhecer as “novatas”.

A traição passa a ser algo muito comum entre algumas lésbicas e bissexuais. Conta uma amiga minha que mesmo acompanhadas, muitas delas encontram garotas no banheiro para trocar telefones. Mas, obviamente, isso não é uma regra. E nem deveria ser. Por sorte, ainda muitas garotas agem “à moda antiga”: são fiéis e respeitam a parceira. Por isso, é bom saber muito bem com quem você está lidando. Mas se você só quer uma aventura na noite, talvez não seja preciso se preocupar com isso.

Mas uma hora você vai preferir viver algo mais intenso, pode apostar.