Se você chegou até aqui, provavelmente está cheia de neuras sobre a sua sexualidade. É normal ouvir religiosos proclamando que a homossexualidade é pecaminosa e que você arderá no fogo do inferno por isso. A boa notícia é que tudo isso é mentira.

Autores da antiguidade clássica, como Platão e Heródoto, já exploravam o amor sexual. Ele sempre existiu e sempre vai existir. E também não é nenhuma forma de doença, como a própria Associação Americana de Psiquiatria definiu em 1973. O renomado instituto retirou a palavra homossexual da lista de transtornos mentais ou emocionais. A decisão foi seguida por todas as associações e especialistas do mundo.

A dificuldade maior está em lidar com o preconceito ainda existente. A sociedade é dura, os comentários machucam e os familiares decepcionam muitas vezes (por sorte, não tive esse problema). Mas primeiramente é preciso enfrentar esse turbilhão de desejos e sentimentos dentro de você mesma. Quando você aceitar e tudo estiver superado, aí sim pode começar a se preocupar (ou não) em contar para os seus colegas, amigos e familiares.

Eu optei em contar para minha família e melhores amigos. Todos apoiaram e entenderam e me senti muito melhor diante da minha “nova realidade”. Ainda não contei aos meus colegas de trabalho, nem para amigos não tão próximos. Por enquanto, ter contado para quem é realmente importante para mim já me basta. Se a sua família não é compreensiva, não se abale por isso. Um dia ela entenderá. E se não entender, não deixe de ser quem você realmente é por isso.

Está na hora de começarmos a construir uma sociedade mais justa e igualitária. Uma sociedade livre de preconceitos e verdadeiramente mais feliz. É o que muitos sábios já diziam: toda forma de amor vale a pena. Só não vale não vivê-lo.

Grande abraço!

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