Alguns teóricos afirmam que todos nascemos bissexuais. O escritor Paule Salomon, por exemplo, conta na obra “A Sagrada Loucura dos Casais” que nós nascemos dentro de um corpo sexuado, mas temos que descobrir que nosso psiquismo é bissexual, e quanto mais aceitamos essa bissexualidade, tanto mais evoluiremos.

Mas a educação e a pressão da consciência coletiva não nos permitem isso. “O que vão falar de mim?”; “O que vão pensar?”. E então continuamos vivendo em um mundo que abriga milhões de pessoas caladas, que não têm coragem de dizer o que realmente sentem por medo de serem repreendidas.

Também não sei se podemos declarar que o “o mundo é bi”. Os gays costumam dizer que têm “asco” por mulheres e que nunca quiseram saber o que está por trás de uma calcinha. E as lésbicas dizem querer distância do órgão masculino. O mesmo ocorre com homens e mulheres que se rotulam heterossexuais. Eles nunca se sentiram atraídos por alguém do sexo oposto e pronto. Por que precisamos criar uma teoria geral da nação e dizer: “todos nascemos assim” se ao mesmo tempo pregamos que somos todos diferentes?

Por favor, gente, parem de querer ser iguais aos outros. Você é o que você é e acabou,  seja heterosseuxal, bissexual ou seja lá o que for, aliás, esqueça todos esses rótulos. Nós somos seres humanos que gostamos de outros seres humanos. Fim.