A primeira coisa que você precisa saber sobre a bissexualidade ou homossexualidade é que elas não são pecados. Infelizmente, você lerá em vários outros lugares palavras totalmente contrárias a essa. E pior: você vai encontrar até pessoas dizendo que isso é uma doença e que Deus não aceita esse tipo de coisa.

Ler coisas desse tipo pode deixar qualquer um maluco. Ninguém fala sobre isso, mas quantas pessoas já pensaram em se matar depois de ler, ouvir ou ver essas pregações religiosas? Pensaram em tirar as suas vidas apenas pelo fato de terem desejos por uma pessoa do mesmo sexo. É preciso mudar esse pensamento arcaico que não veio obviamente de Deus, nem de nenhuma entidade divina. John Boswell, autor de “Cristianismo, Tolerância Social e Homossexualidade” relata que houve comunidades cristãs em que a homossexualidade prosperou. A Igreja Católica, por exemplo, nem sempre condenou os gays e até o século XII não tinha evidenciado nenhuma preocupação especial sobre a homossexualidade. Para quem não sabe, já houve até Papa bissexual, João XXII. Em 1123, foi declarada a nulidade de casamentos de padres.

Desde que o mundo é mundo existe a homossexualidade e a bissexualidade. Podemos começar a construir uma história diferente, sem preconceito e mentiras.

Isso não é uma briga contra nenhuma religião. Pelo contrário, respeito todas elas. O que os líderes religiosos precisam começar a fazer é aceitar os gays, lésbicas e bissexuais que querem frequentar as suas igrejas. E não querer transformá-los em heterossexuais ou em qualquer outra coisa que não são.

Conheço muitos homossexuais que frequentam igrejas católicas, evangélicas e de outras religiões. Eles simplesmente não revelam a sua verdadeira identidade por medo. Eles têm medo de sofrerem preconceito, têm medo de serem rejeitados pela família e serem expulsos de casa e têm medo de “decepcionar” as pessoas à sua volta. Mas eles não precisariam ter medo de nada. Porque não estão fazendo nada de errado. Se Deus prega o amor, qual seria o erro de ter uma relação homossexual ou bissexual?

A igreja trata o amor por alguém do mesmo sexo como um desvio de caráter ou de comportamento. Mas todos que sentem esse desejo sabem que isso não é verdade. Faz parte da pessoa, é uma identidade, algo que não se pode optar. Por isso, aliás, o termo “opção sexual” é errado. Outros argumentos dados pelos líderes religiosos é o da promiscuidade e  luxúria. Mas vale lembrar novamente que ser gay ou lésbica não é ser promíscuo.

Já começamos a vencer uma série de preconceitos: contra a mulher, negros, nordestinos e por aí vai. É realmente uma luta ultrapassar todas essas barreiras. As minorias sempre sofreram pela ignorância da maioria.

Mas em algum momento isso precisa mudar. E as pessoas precisam começar a perceber que o pecado é expulsar um filho de casa, bater nele simplesmente porque ele ama uma pessoa do mesmo sexo ou impedir que uma pessoa entre na igreja porque ela sente algo absolutamente natural.

Ninguém precisa deixar de ir para a igreja porque é homossexual ou bissexual. Aliás, devem ir sim, se assim o quiserem. Há espaço para todo e qualquer ser humano em qualquer lugar do mundo. O amor de Deus é incondicional e nada nem ninguém pode impedir uma pessoa de se aproximar Dele. Afinal, colaborar para um mundo mais feliz é saber respeitar qualquer ser humano, inclusive você mesmo.

 

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