Quando comecei a frequentar lugares GLS era muito difícil saber como agir. Eu deveria abordar as meninas ou era melhor esperar uma abordagem?

Na maioria das vezes eu preferi esperar. Da mesma forma que eu esperava os homens. Em uma das baladas isso não deu muito certo. Acabei ficando com um garoto, que tinha muito mais iniciativa. Disse a ele que naquela noite eu estava em busca de uma mulher. Ele era divertido, disse que me ajudaria. Mas enquanto “procurávamos” e percebia que nenhuma me interessava, acabamos nos beijando. Resolvi que naquela noite trocaria o meu desejo por beijar uma mulher para conversar e beijar aquele homem. Não me arrependi naquele momento. Foi interessante. Ele tentou me ligar algumas vezes depois daquele dia. E eu fui sincera, dizendo que no momento nada que tentássemos poderia dar certo.

Não foi a primeira vez que isso aconteceu. Em um outro lugar GLS troquei olhares com várias mulheres. Algumas chegaram a ficar ao meu lado (acho que esperando alguma iniciativa) e eu não fiz nada. Eu pensava: por que eu deveria falar com elas? Por que elas não vêm falar comigo? Imagino que elas pensaram a mesma coisa. No final da noite acabei trocando beijos com um homem que me abordou educadamente.

Depois comecei a perceber que era eu quem estava travada. Uma amiga foi um dia comigo e me disse: “as meninas estão olhando pra você… por que você não faz alguma coisa?”. Eu simplesmente não conseguia fazer nada.

Então comecei a ser mais natural. Comecei a olhar de uma forma mais firme e as coisas começaram a acontecer. Então comecei a ter algumas experiências bem interessantes. Com algumas não cheguei a trocar uma palavra, apenas beijos. Era uma experimentação. Houve uma cena “engraçada” uma vez.

Uma menina pediu para tirar uma foto dela no banheiro e me perguntou se eu era lésbica. Eu não disse nada e simplesmente nos beijamos. Teria sido mais interessante, não fosse o fato de que ela estava com o namorado.

Ele começou a gritar o nome dela fora do banheiro. Levei um susto e disse: “Por que não me disse que estava acompanhada? Você é louca?”. Ela insistiu que queria continuar o que havíamos começado e me deu o telefone. Pediu para que eu ligasse pra ela. Eu nunca liguei. Não acho certo.

É difícil achar uma menina legal em uma balada. A maioria só quer saber daquele momento, não quer ir além. Talvez muitas delas sejam “heterossexuais de dia e lésbicas ou bissexuais à noite”.

Por isso, nem sempre o melhor lugar para procurar uma mulher é em uma balada. Se estiver interessada em alguma conhecida ou amiga, pode até ser uma experiência melhor. Mas bem mais difícil. Por isso, é melhor começar conversando naturalmente, sem investir com muita força. Não precisa ter pressa. Se ela for “heterossexual”, você pode até assustá-la se for com sede ao pote.

Se bem que a minha primeira experiência foi bem “rápida”. Ela sabia que eu beijaria outra mulher (havíamos já falado bastante sobre o assunto) e simplesmente um dia me beijou em uma viagem. Eu reagi bem, porque sempre tive uma cabeça aberta sobre o assunto. Mas não sei se todas as mulheres reagiriam assim.

O importante é conviver bastante com a menina e dizer que você já teve (ou teria) experiências homossexuais. Não precisa ser no primeiro encontro. Pode ser quando já estiverem mais amigas. Depende da pessoa, de quem você é, enfim. Se conhecendo e conhecendo a menina você vai saber o melhor momento. Mostre de vez em quando o seu interesse com um olhar… depois desvie. Faça um mistério, as mulheres adoram isso (você não?). Deixe que ela comece a se interessar por você naturalmente. E depois, quando tiver alguma oportunidade, mostre a ela que não é algo da cabeça dela.

Tudo isso só vale se você não tem certeza se ela é bissexual ou lésbica. Se já tiver essa certeza, dá pra pular algumas etapas. Mas um pouco de mistério e jogo de sedução nunca é demais.