Muitos vendedores quando descobrem que estão atendendo um casal homossexual ficam constrangidos. Outros não conseguem disfarçar o preconceito. Mas por sorte, eu e minha namorada nunca passamos por isso.

Nesse final de semana, fomos fazer uma compra grande para a nossa casa. Como não andamos de mãos dadas, os vendedores nunca percebem de cara que somos um casal. Muito simpático, o vendedor nos lotou de perguntas para entender o que realmente queríamos. “Quantas pessoas moram na casa de vocês?”. Minha namorada respondeu: “Apenas nós duas’. Ele então continuou, da forma mais natural possível: “Ótimo, se vocês não têm criança em casa, não vai ter problema”.

Ele agiu tão naturalmente que fiquei na dúvida se ele realmente sacou que éramos um casal, apesar de acreditar que só alguém muito desligado não descobriria.

Esse bom atendimento também é feito no posto de gasolina aqui perto de casa. Os frentistas sempre foram impecáveis em oferecer um ótimo serviço. Outro dia, um deles nos perguntou: “Vocês são irmãs?”. Minha namorada respondeu: “Não, somos namoradas”. A feição dele não se alterou. Ele até sorriu. Agora, sempre que vou lá sem ela, o frentista pergunta como ela está. Outro dia, até reclamou que fazia tempo que ela não passava por lá.

Pode parecer tudo uma besteira para algumas pessoas. Alguns podem até dizer: “Mas óbvio que o tratamento deve ser o mesmo, essa coisa de preconceito já era”. Como eu gostaria que essa afirmação fosse verdadeira. Sabemos que muita gente ainda torce o nariz para os casais homossexuais.

As empresas mais espertas vão perceber que quanto mais as pessoas agirem naturalmente com os casais homossexuais, mais e mais vezes eles irão gastar por lá. Desde que esse tratamento seja genuíno e não só mais uma forma de ganhar dinheiro.

Você já passou por preconceito em algum estabelecimento? Conte a sua história!

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