Nessa última semana, ouvi de dois homossexuais a seguinte frase: “Não acredito que seja possível encontrar alguém legal nesse ‘mundo’ GLS”.

Uma garota lésbica me confidenciou que faz as escolhas erradas e que é muito difícil encontrar uma menina legal e sincera. Ela encontrou a mulher com quem estava casada há sete anos na cama com um homem. Uma baita desilusão amorosa.

Com o homem gay aconteceu a mesma coisa. Ele já não acredita mais no amor depois de ter sido traído pelo namorado na casa em que eles moravam.

Isso fez com que eles ficassem menos seletivos e desistissem de procurar relacionamentos sérios. Eles disseram que o “mundo GLS” é promíscuo, tem muita mentira e poucas pessoas que realmente valem a pena.

Em partes, é verdade. Quem já foi a uma balada GLS pode comprovar que uma mesma pessoa é capaz de beijar umas 30 (chutei baixo?) sem ao menos ter perguntado o nome de nenhuma delas.

Mas quem disse que isso não acontece nas baladas “heterossexuais”? É igualzinho. Se pegássemos como base os funks cariocas para falar sobre o que é o “mundo heterossexual” seria muito injusto, não é? Mas os preconceituosos de plantão insistem que a homossexualidade é sinônimo de promiscuidade. Precisamos parar de alimentar esses mitos. Há muitos casais gays morando juntos há anos, com relações saudáveis e de dar inveja. O problema (como sempre) é o ser humano, não a sua sexualidade.

Não estou aqui defendendo nenhum dos dois “mundos”, mesmo porque eles não existem e não podem existir. Não deveriam existir baladas GLS e baladas “heterossexuais”. Mas, infelizmente, a matemática ainda precisa ser essa, porque muitos gays não se sentem à vontade em outras baladas e muitos heterossexuais podem se sentir “ofendidos” (sim, em pleno século XXI).

E querem saber? Eu uso rótulos de “gays”, “heterossexuais” e “bissexuais”, mas eles também não deveriam existir. Mesmo porque eu já fui “heterossexual”, sou “bissexual” e estou em um relacionamento “lésbico”. Ninguém sabe o dia de amanhã, por isso, esqueça os rótulos, mitos e todas essas invenções da sociedade que só servem para mascarar o que realmente sentimos.

The page you were looking for doesn't exist (404)

404!

The page you were looking for doesn't exist.

You may have mistyped the address or the page may have moved.