atendimentoPlanejei uma viagem com a minha namorada para uma casa de campo. Quando liguei para fazer a reserva, pedi um “pacote romântico”. Ao abrir a porta do quarto, minha namorada iria se deparar com vinho, chocolates e flores. Ao fechar o pedido, a moça me perguntou o nome do meu parceiro. Disse o nome dela. Não houve nenhuma alteração na voz, a reação foi praticamente normal.

Ao chegar lá, as pessoas nos trataram extremamente bem. Antes de abrir a porta do quarto, a funcionária deu um sorriso discreto e disse: “Fiquem à vontade”. Saiu rapidamente dali para nos dar privacidade. Minha namorada amou a surpresa (ufa, valeu muito a pena).

Quando saímos para uma refeição, me perguntaram naturalmente se ela havia gostado da surpresa. Eu disse que sim e agradeci o empenho deles em deixar tudo impecável.

Todos continuaram nos tratando extremamente bem até o final da viagem. Brincavam, conversavam, nos perguntavam se queríamos o som ambiente mais alto ou mais baixo. E até se preferíamos outras músicas. “Como as pessoas nos tratam bem quando sabem que somos um casal, né”, disse minha namorada. “Isso é ótimo. Vai ver querem demonstrar que não têm preconceito”, respondi.

Muitos podem dizer: “Bom atendimento é o mínimo que um estabelecimento pode dar, independentemente de quem o receba”. Concordo. Mas em um Brasil “atrasado” como esse, em que ainda reina muito preconceito, indelicadeza e desrespeito, é bom saber que um estabelecimento leva essa política do “bom atendimento a todos” a sério.

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Você já foi maltratado em algum estabelecimento por estar com alguém do mesmo sexo? Ou recebeu um bom tratamento como nós? Conte a sua história

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