imageContei a vocês há pouco tempo sobre uma amiga lésbica que estava na dúvida se era bissexual. Antes de se descobrir lésbica, ela teve uns dois namorados de infância. Recentemente, ela se reencontrou com um deles e teve uma “recaída”. Ficaram juntos por dois dias. E, sim, ela ficou bem confusa.

Será que sou bissexual? Ela se fez essa pergunta muitas vezes. Nas duas vezes em que ficaram juntos, ela gostou bastante. Mas no dia seguinte, não queria falar sobre o assunto (com ninguém). Alguns dias depois, veio falar comigo, como se nada tivesse acontecido e o assunto era apenas sobre mulheres.

Ela diz que fica com ele apenas quando está bêbada. Assim como muitas dizem ficar com mulheres quando estão nessa mesma situação. Talvez seja um desejo reprimido? Difícil saber. O fato é que hoje ela diz não ter mais interesse por ele, quer só amizade.

O que faz as pernas dela balançarem mesmo são as mulheres. Só uma mulher consegue fazê-la sentir todas aquelas sensações de paixão e amor que conhecemos. Com os homens, ela diz ser só um desejo, algo que ela não sabe muito bem explicar. São experiências interessantes, sem dúvida, mas ela não consegue ter um sentimento muito duradouro com eles.

Ela gosta mesmo de ser lésbica. Dá até gosto de ver. Quem a conhece tem vontade de virar lésbica só pra sentir as mesmas coisas que ela sente (risos). Mas não foi sempre assim. Foi uma conquista pessoal dela, uma longa e difícil conquista. Até conseguir falar com a família naturalmente sobre o assunto foram anos de preparação. Até ter a coragem de falar com as pessoas do trabalho também demorou. E nem todas sabem ainda. Ela só frequenta lugares GLS e geralmente prefere estar nesse meio. Quem é homossexual ou bissexual sabe que é um conforto muito grande estar entre pessoas com essa mesma identidade sexual. Você se sente mais seguro e consegue ser você mesmo. Você se sente feliz ao mesmo tempo, porque vê que há muita gente igual a você. E isso faz a gente gostar de ser quem somos.

Essa minha amiga, ao que parece, não quer deixar de ser quem ela é. Mas será que ela realmente sabe isso? Será que ela se permite viver todos os sentimentos que realmente tem? Devemos deixar a vida dizer.

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