sofrimentoUma história me chamou muita atenção nos últimos tempos e acredito que existam outras parecidas. O pai de uma garota de 20 e poucos anos descobriu o envolvimento dela com uma mulher. O homem causou uma revolução em casa. Disse que se ela não desmanchasse o relacionamento não pagaria mais sua faculdade – que tinha uma mensalidade altíssima – e não a deixaria mais sair.

Com receio de não realizar o sonho de se formar na profissão escolhida, atendeu ao pedido do pai. Disse que nunca mais se envolveria com uma mulher outra vez. Inicialmente, a atitude era verdadeira. Com choros e muito sofrimento, as duas terminaram. A “nova mulher” começou a namorar um garoto, que se apaixonou perdidamente por ela. Era a sua “prova” de que estava cumprindo o combinado.

Meses depois ela já não conseguia mais manter a promessa. Se envolveu novamente com outra garota, mas claro, ninguém sabia. O namorado ligava perguntado onde ela estava. Mentia. Os pais também se preocupavam. Mentia de novo.

Nessas mentiras, ela sofria. Sofria porque estava enganando um menino legal e sofria por não poder ser ela mesma. Ela não tinha problemas em ser homossexual. Mas o preconceito e a ignorância do pai a faziam agir dessa maneira.

Muita gente pode me dizer: “Mas você precisa entender o pai, o sofrimento dele”. Acho que já entendemos muito o sofrimento dos pais e deixamos de olhar para os filhos. Chegou a hora, não? O preconceito começa dentro de casa e é desse assunto que devemos começar a tratar.

Enquanto isso não acontece, uma decisão foi tomada. Quando conseguir independência financeira, a primeira coisa que ela vai fazer é se mudar de casa e ser feliz. Mas a gente sabe que essa história pode terminar melhor.

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