ricky-martin-617-409Você conhece alguém que abomina homossexuais? Ele (a) não para de dizer que isso não é natural, que todos são aberrações e que sentiria vergonha em ter alguém assim na família? Há chances desse preconceituoso de plantão ser gay ou bissexual.

“Homofóbicos, que são pessoas que sentem grande desconforto quando pensam em homossexualidade, frequentemente são homossexuais reprimindo suas próprias tendências biológicas”, descreveu a revista Superinteressante ao citar estudos feitos por psicólogos.

Podemos ainda relembrar o caso, citado no BlogSoubi recentemente, do defensor da cura gay. Alan Chambers, líder de uma das maiores comunidades cristãs do mundo, a Exodus International, escreveu um texto pedindo desculpas por tentar “curar” os gays e finalmente assumiu a sua própria homossexualidade.

Ele buscou se livrar desse sentimento a vida inteira – a repressão psicológica era tão forte que decidiu fazer dessa obsessão um projeto de vida. Chambers não queria ser gay. Por isso casou com uma mulher e causou um sofrimento desnecessário a muitas famílias que viviam (ou vivem) a ignorância de acreditar que as pessoas podem “escolher” de quem vão gostar.

Vamos a outro exemplo, agora de uma celebridade. Aos 41 anos, Rick Martin assumiu há apenas três anos a sua homossexualidade. Ele admitiu à revista GQ australiana que tinha atitudes homofóbicas antes de sair do armário.

“Eu era muito bravo, muito rebelde. Eu olhava para gays e pensava ‘não sou assim, não quero ser assim, isso não sou eu’… tinha vergonha”, admitiu o cantor em entrevista à revista.

Obviamente nem todos os homofóbicos são homo ou bissexuais. Muitos deles decoram “leis religiosas” ou reproduzem o que ouviram de outras pessoas (às vezes da própria família). Mas o mais importante é compreender o que todos esses exemplos nos mostram: não devemos deixar de viver experiências e desejos por conta do que os outros falam. Se eles perderam parte das suas vidas tentando se reprimir, não devemos fazer o mesmo.