mercury“Malu agora é minha esposa, minha vida, minha inspiração pra cantar”. Com essa frase e algumas fotos, a cantora Daniela Mercury assumiu um relacionamento homossexual ao mundo em 3 de abril deste ano.

A revelação causou uma enxurrada de elogios e apoio. Ela se tornou um novo ícone da comunidade LGBT. Foi rainha da Parada Gay de Salvador. Virou capa de grandes revistas. Sua voz voltou com força às rádios. Ela reconquistou seu espaço na mídia.

Há quem diga que foi uma bela jogada de marketing. Apesar de discordar disso, acredito que se foi mesmo, ela acertou na estratégia. Se foi marketing, ele foi bom não só para a carreira dela, mas para os gays, lésbicas e bissexuais.

Se assumir um relacionamento homossexual é hoje considerado marketing, constatamos que realmente o mundo está mudando. Virou algo positivo. Vide a fabricante de macarrão Barilla. O presidente da companhia, Guido Barilla, afirmou em entrevista que jamais iria permitir um casal gay nos comerciais de seus produtos. “Se os gays não gostarem, eles podem procurar outras marcas para comer”. A declaração causou revolta nas redes sociais e pedidos de boicote à marca. A equipe de marketing tentou consertar o erro, mas a companhia já tinha caído em descrédito para muitos consumidores. Dias depois, a concorrência já estava fazendo comerciais voltados aos gays.

Se Daniela Mercury também fez o que fez para ganhar mais visibilidade? Não importa, desde que todo sentimento seja verdadeiro. Uma boa ação de marketing só é válida se o que está por trás é de fato genuíno. E eu acredito ou pelo menos quero muito acreditar que seja. Se for marketing, que venham mais ações como essas. 

Abaixo, uma interessante entrevista com a cantora e sua esposa (elas se casaram no dia 12 de outubro) para a revista TRIP. 

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