sir-patrickUm colunista do jornal britânico The Guardian cometeu um deslize ao chamar o ator Patrick Stewart de gay em um artigo sobre a atriz Ellen Page, que assumiu recentemente sua homossexualidade.

Heterossexual e casado com uma mulher, Stewart respondeu com bom humor em seu Twitter: “Bom, @guardian, foi uma mudança positiva… pelo menos eu não acordei com a internet me dizendo que eu tinha morrido de novo”.

A cerimônia de casamento de Stewart foi realizada pelo ator Ian Murray McKellen, eleito o homossexual mais influente do Reino Unido, segundo uma pesquisa publicada pelo jornal The Independent.

Apesar da confusão, o episódio traz à tona um importante debate sobre preconceito. Se a menção tivesse sido feita a um homem machista e preconceituoso, não haveria nenhum bom humor. Um processo poderia ter sido movido contra o colunista por difamação. Foi o que aconteceu, por exemplo, com o cantor pop britânico Robbie Williams, que processou duas revistas por ter sido chamado de “homossexual enrustido”.

Após sair vitorioso e conceder ao seu cliente uma bolada não revelada, o advogado de Williams afirmou que ele “não é e nem nunca foi um homossexual”.

O ganho da causa indica que para muitos a palavra gay ainda é considerada uma ofensa. Julgar que alguém é homossexual é denegrir a imagem dessa pessoa. Bastava dizer: “Eu não sou gay. Podem falar o que quiser”. Mas isso não teria sido suficiente para pessoas como ele, que necessitam constantemente provar a masculinidade a qualquer custo.

Será que é mesmo assim que se prova? Stewart, por favor, dê uma aulinha para esses garotos.

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