MulherTatuada

Crédito: Cristóbal Escanilla

“Você é muito melhor do que ela”. Se você for mulher é muito difícil nunca ter ouvido essa frase. E sim, você pode ser até melhor do que ela em alguns aspectos, claro, porque ninguém é melhor em tudo, mas não foi por isso que a pessoa te largou.

E então vem a psicologia dos amigos. “Você era muito pra ela” ou “Ela não suportava a ideia de você ser tão bonita” ou de ganhar mais.  E então o exército vai criando armas para defender aquele ser “indefeso”, que só precisa de palavras de consolo.

Sei que é duro, mas a verdade é que o amor acabou. Ela não lhe quer mais. E pronto. Não adianta ficar criando teorias para entender o porquê da rejeição.

É difícil ser rejeitada. Mas precisamos aprender a superar , sem precisar ficar atacando a ex (ou o ex). A pessoa vira um monstro apenas porque não quis mais continuar com um relacionamento. “Eu até que gostava dela”, costumam dizer as amigas. E por que ela virou um ser tão desprezível?

Porque é extremamente difícil superar a dor. E atacar o outro é geralmente a nossa válvula de escape. Não conseguimos nos livrar da dor da maneira adequada. Fugimos muitas vezes do psicólogo ou desistimos de focar em outros pontos positivos de nossas vidas. “Jamais permitiríamos que um corte no joelho ficasse sem tratamento até nos impedir de andar, mas costumamos deixar nossas feridas emocionais sem tratamento, às vezes até ser impossível continuar levando a vida normalmente”, afirma Guy Winch em seu livro Como curar feridas emocionais.

Seria de esperar, segundo Winch, que dada a frequência com que nos deparamos com uma outra rejeição, tivéssemos uma clara compreensão do seu impacto sobre nossos pensamentos, emoções e condutas. Mas não é o caso. Subestimamos drasticamente a dor que as rejeições provocam e as feridas emocionais que elas deixam para trás.

Se você buscar curar de verdade a ferida da rejeição, provavelmente não nutrirá tanta raiva por alguém que um dia já lhe fez muito feliz.